Justin Point
of view
Acordei com o celular da Kimberlly tocando, abri meus olhos devagar
ainda sonolento, senti uma respiração quente e lenta em cima do meu peito,
abaixei o olhar lentamente e ela estava em um sono tão profundo que mesmo com
seu celular gritando,não móvel nem um músculo, ela respirava calmamente fazendo
seu peito subir e descer, deveria estar muito cansada por causa da noite
passada. Deixei a cama com cuidado levantando devagar pra não acordar ela e
assim que me soltei de seus braços ela agarrou um travesseiro com os braços, e
outro com as pernas, como se estivesse agarrada a mim , ri de leve daquela
cena.O celular da Kim tocava a musica
- Kimberlly – Perguntou ele com a
voz afobada
- Não é a Kim, o que você quer, porra eu tava dormindo .- minha voz tinha
um tom realmente irritado
- Justin porque você ta com o celular da Kimberlly – Paralisei
com a sua voz interrogativa, se eu contar ela vai me matar. Ryan
percebeu que eu não iria responder deixando um clima tenso no ar e voltou a falar – a Kimberlly ta ai, eu preciso muito falar com ela.
- Ela não pode atender agora – respondo olhando ela deitada na cama do
mesmo jeito que estava quando me levantei, ainda dormindo em um sono profundo –
aconteceu alguma coisa – perguntei com curiosidade
- Eu não sei direito o que aconteceu, só sei que Ethan não esperou Kim
atacar ele atacou primeiro, ele esta
indo com tudo – o desespero em sua voz era notável, pra Ryan estar desesperado
o assunto é serio .
- O que ele vez dessa vez Ryan – perguntei
serrando os dentes . esse cara já está me irritando .
- Ele foi até L.A atrás da mãe e
dos irmãos da Kim, nessa madrugada ele conseguiu pegar Derek, ele estava em uma
festa e bebeu um pouco a mais do que deveria e quando estava voltando pra casa
sozinho e bêbado os capangas de Ethan enfiaram ele dentro de um carro . – minha
boca abriu em choque .
- A Kimberlly vai surta quando souber disso - falei voltando ao normal depois e um mino
tentando pensar, já coseguia imaginar a reação dela, ela amo a família – Ryan, prepara o jatinho, vou falar com ela,a
gente sai daqui...- olhei no relógio em cima de uma escrivaninha que tinha no
quarto que marcava nove horas e treze minutos- a gente sai duas horas e vamos
direto pra L.A, tchau .- finalize a camada
sem esperar ele responder.
Dei pequenos passos pelo quarto e passei as mãos no cabelo nervoso, cara,
como eu vou dar uma noticia dessa pra ela, ela trata os irmãos como se fossem
filhos dela, uma coisa que aprendi sobre a Kimberlly nesse tempo que trabalho
com ela é que ela ama sua família, ou o que restou dela, eles estão em primeiro
lugar na vida dela. Seria difícil para ela descobrir que uma das pessoas que
ela mais ama está em perigo .
Kimberlly Point of
view
- Kim, Kimberlly, Kim acorda – ouvia Justin me chamar- Kimberlly .
- Que porra deixa eu dormi poxa – virei pro lado e relaxei de novo .
- Kim é serio, levanta – ele me puxou pra cima pelo braço me colocando
sentada. Olhei pra pro Justin com raiva e em troca recebi um olhar serio.
- O que foi – perguntei com a
cara fechada .
- Olha você tem que ficar calma ta, agente não sabe ao certo o que
aconteceu – ele se pronunciava cauteloso, mais quando encontrou a minha cara de
tédio ficou irritado, irritado mesmo – Porra Kimberlly eu to falando serio,
você fica com essa cara de morta ai enquanto um dos teus irmão está nas mãos do
Ethan – ele explodiu, ficou vermelho e a veia de seu pescoço sal... PERAI, OQUE
?
- O QUE, COMO ASSIM, FICO DOIDO FOI JUSTIN – gritei desesperada – você ta
zuando com a minha cara né, pode fala, seu idiota esse tipo de brincadeira não
tem graça – com um sorriso divertido no
rosto eu olhei mais uma vez para ele e lá estava sua feição seria, um aperto
forte em meu coração surgiu. Sentei na cama sem saber o que fazer, porra um dos
meus irmãos ta correndo perigo.
Justin se abaixou na minha frente e começou a me encarar, olhei em seus
olhos e me surpreendi quando vi que seus olhos não transmitiam pena como eu
esperava, seus olhos transmitiam dor, como se ele senti-se um pouco da dor que
eu estou sentindo. Se acontecer alguma coisa com meus irmãos, eu vou me sentir
culpada pelo resto da minha vida. Eu tenho que ir pra Los Angeles, tenho que
proteger minha família, tenho que ver minha mãe perguntar como isso aconteceu,
tenho que ir pra L.A .
- Eu já pedi pro Ryan preparar o jatinho, agente sai daqui as duas – até parece que ele leu meus pensamentos, em
agradecimento dei um sorriso meio torto pra ele.
- Me fala que ele não pegou a Alexia – disse com receio da sua resposta.
- Não, os capangas dele pegaram o Derek – suspirei aliviada, não que eu
não me preocupe com Derek mais ele sabe se defender melhor que Alexia, e só de
imaginar o que aquele crápula poderia fazer com a minha menininha me arrepios .
- Que horas são – perguntei me levantando rápido, Justin sentou na cama
e olhou pra seu relógio.
- nove e quarenta e cinco – disse levantando
- Vou pra casa tomar um banho –
levantei, recolhi minhas roupas que estavam pelo chão do quarto, as joguei na
cama vestindo primeira mente meu shortis e em seguida minha bluza, calcei os
meus tênis e fiquei de pé, passei os olhos por todo quarto a procura do meu
secular e minhas chaves, encontrei os mesmos em cima de uma mesinha que tinha
lá .
- Se você quiser pode tomar banho aqui – ele se aproximou e fez carinho
em um dos meus braços
- Não dá, alem de tomar banho vou pegar algumas coisas lá em casa pra
levar .
- Então ta bom, eu também tenho que arrumar algumas coisas pra levar –
ele ficou de frente pra mim e agora fazia carinho nos meu dois braços
- Você vai ficar bem ? – perguntou olhando nos meus olhos .
- Vou sim – respondi rápido, senti os lábios dele nos meus, naquele
selinho não tinha desejo, tinha preocupação, um sentimento que eu nunca esperei
da parte do Justin. Depois de separar nossos lábios,não abri meus olhos, ele
juntou nossas testas e eu conseguia sentir a respiração quente e calma em meu
rosto, abri meus olhos lentamente .afastei um pouco e dele e fui em direção da porta do quarto, abri
e sai.
A casa estava silenciosa, a única coisa que se ouvia era uma
movimentação na cozinha, provavelmente dos empregados,descia os degraus da
grande escada correndo, chegando a grande sala de estar fui logo a direção da
porta, rodei a maçaneta e passei pela porta, o sol forte bateu em meu rosto me
fazendo piscar varias vezes até conseguir encarar a claridade, caminhei até meu
carro que estava parado do mesmo jeito que eu deixei, destravei ele com a chave
que estava em minha mãe direita, abri a porta do banco do motorista e entrei,
enfiei a chave no painel e o carro ligou, pisei o acelerador e passei pelo
portão da casa que já estava aberto. Acelerando pelas ruas de Atlanta eu
tentava por cada coisa em seu lugar, começa a entender o que se passava em L.A,
o que acontecia com a minha família em quanto eu ficava de agarramento com um
dos meus amigos. Entrei na rua da minha casa, pare na frente do portão
esperando abrirem, logo depois que as duas placas de ferro enormes se abriram
eu rangi meu motor entrando e parando no quintal da frente da minha casa.
Abri a porta do carro e sai fechando a fortemente, caminhei até a porta
de entrada, colocando e girando a chave nela. Após entrar me deparei com o
silencio, não se ouvia nada, a casa estava completamente calma. Fechei a porta
atrás de mim e caminhei até a escada, em uma corrida rápida cheguei a topo
dela, caminhei pelo corredor cheio de portas entrando em uma que dava acesso ao
meu quarto, encostei e tranquei a porta, deixei as chaves e o celular em uma
escrivaninha e fui em direção ao banheiro, fazia tudo rápido, queria chegar
logo a Los Angeles e resolver tudo o mais rápido possível.
Entrei no banheiro e me despi, regulei a água e me depositei em baixo da
mesma, a água caia quente sobre meu rosto e o aperto no meu peito voltou. E ali,
debaixo na água quente eu deixei todas as lagrimas que eu prendi na frente do
Justin caírem. Eu não iria agüentar a dor da perda de novo, já perdi meu pai e
meu irmão mais velho, uma dor insuportável é a dor da saudade, eu sempre fui a
princesinha do meu pai, ele cuidava de mim com tanto amor, agente assistia
jogos de basquete juntos, a melhor parte era quando a gente assistia filme
juntos e eu fingia que tava dormindo pra ele me levar no colo até a cama. Sinto
tanta saudades não só dele como do meu
irmão, quando agente jogava vídeo game e eu batia a mão no controle dele pra eu
ganhar. Sorri em meio as lagrimas, quando meu pai e meu irmão morreram eu
fiquei responsável por toda segurança da minha família. Amo eles e vou proteger
eles de tudo e de todas nem que pra isso eu tenha que dar a minha vida por
eles.
(...)
Depois de arrumar uma mala só com armas e munição, já que era a única
coisa que eu precisava, eu estava pronta. Meus capangas já tinham pegado ela e
colocado no carro do Justin, quem iria comigo pra L.A era Justin e Ryan, os
outros eu pedi pra ficarem e cuidarem das coisas por aqui. Enquanto o capanga
colocava algumas coisas que estávamos levando no bagageiro, Justin e Ryan
esatavam encostados no capo do carro esperando, o porta- malas foi fechado e o
cara pediu licença e saiu.
- Vamos ? – perguntei chamando a atenção dos mennos, Ryan entrou no
carro, e Justin ficou dando as ultimas dragadas no seu cigarro. Ele fumando era
tão sexy, másculo, e ficava com cara de mau, eu gostava de garotos maus. Ele
deu a ultima dragada e jogou o cigarro fora, eu entrei no banco de traz ele no
do motorista e Ryan estava no do passageiro.
O Caminho até o aeroporto clandestino foi rápido, quando o carro parou,
eu já desci, pedi pro Justin e pro Ryan resolverem tudo e caminhei até a escadinha
que dava acesso ao jatinho, subi ela e entrei no mesmo. Luxuoso e ao mesmo
tento aconchegante do jeito que eu gostava, ele tinha um quarto nos fundos,
mais não adiantava nada, já que eu não iria conseguir dormir, sentei em uma
poltrona na janela, ainda avia um lugar do meu lado vago, para se um dos
meninos quisesse sentar. Fechei meus olhos esperando relaxar um pouco e depois
de uns quinze minutos de olhos fechados e ouvi passos dentro do jatinho e o
barulho da porta fechando, senti alguém sentando do meu lado, abri meu olhos
calmamente e encontrei Justin colocando o sinto, ele olhou pra mim e depois
pegou meu sinto.
- Já vamos decolar – fechei meu olhos de novo, senti o avião subir e um
frio na barriga me percorreu mais logo depois passo. Abri o olhos e olhei pela
janela e já estávamos bem alto. Tudo que eu pensei no banho volto, o medo
volto, me sentia como uma garotinha indefesa, uma garotinha que só queria a
ajuda do pai ou o abraço do irmão mais velho, senti um lagrima fria e solitária
rolar por minha bochecha, um braço forte me envolveu e me aperto com o peito, o
perfume de Justin entrou em minha narinas e ali eu desabei, comigo enfiada em
seu pescoço ele fez carinho no meu cabelo e beijou minha cabeça.
- vai ficar tudo bem, daqui alguns dias sua família estará toda reunida
e você voltará a ser como antes – ele me aperto contra seu peito novamente.
Parecia que ele sabia tudo que eu queria ouvir naquele momento.
E ali nos braços fortes, grandes e tatuados dele eu me senti segura, eu
me senti protegida, não me sentia mais a garotinha boba e frágil, me sentia uma
mulher amada e protegida, me sentia bem .
